O senador que é candidato a reeleição, disse que fará alianças patrióticas e não oportunistas, e que já conversou com Frejat, Alírio, Joe Valle, Wanderlei e Izalci, todos pretensos candidatos ao Buriti em 2018

“NÓS ERRAMOS AO VOTAR EM ROLLEMBERG”, DIZ CRISTOVAM NO SENADINHO

Ao passar no último sábado (30), pelo “Senadinho da Boca do Povo” do Jardim Botânico, o senador Cristovam disse que ele e os eleitores que ajudaram a eleger Rollemberg, a governador, erraram. Disse que está disposto a conversar com os políticos, que não estejam na lava-jato, para que juntos possam tirar Brasília do caos. O senador que é candidato a reeleição no próximo ano falou ainda sobre a liberação da maconha e do aborto

Por Toni Duarte

Acompanhado de Dona Gladys, o senador pelo DF, Cristovam Buarque chegou à Feira do Produtor do Jardim Botânico, no sábado passado, para um debate bastante diferente do que está acostumado no Congresso Nacional.

O “senadinho”, composto por lideranças comunitárias da maior região condominial do DF, já sabia o que perguntar ao engenheiro mecânico, economista, educador, professor universitário e que também foi governador do Distrito Federal de 1995 a 1998.

Entre tantas perguntas na boca do povo, uma foi feita a queima-roupa: O senhor é a favor da legalização da maconha? Cristovam reagiu:

“Quem disse que defendo a legalização da maconha? Sou favorável à regulamentação do uso medicinal para a produção de canabidiol,  medicamento indicado para o tratamento de esclerose múltipla e dores associadas que acometem o sistema nervoso. Defendi ainda que fosse aprofundado  os estudos do uso industrial, mas nunca, a favor do uso da maconha para fumar”, foi categórico.

Cristovam explicou que foi nomeado como relator do projeto de lei proposto por meio do portal e-cidadania do Senado, onde qualquer pessoa pode fazer proposições legislativas. Segundo ele, o projeto contava com mais de 22 mil assinaturas eletrônicas de apoio.

“Fui nomeado como relator sem ser consultado. Soube pelos jornais e poderia não ter aceitado. Mas como sou um sujeito que não foge dos debates, sejam eles quais forem, assumi a briga e fiz quatro meses de discussão sobre o tema e pedi que prosseguisse com o debate, porque acho que tudo tem que ser debatido, até mesmo aquilo que sou contra”, afirmou.

Outro tema bastante polêmico, o qual foi colocado em pratos limpos, por Cristovam, foi a legalização do aborto. “Eu não defendo o aborto a não ser que a gente consiga consultar o feto primeiro. Como isso é impossível a autorização do aborto não contará com o meu voto, embora seja eu a favor do debate”.

O senador afirmou que há um tipo de aborto institucionalizado no país onde crianças perdem a vida por falta de médicos, remédios e saneamento. ” Aborto não é só na barriga da mãe, aborto é quando se nega oxigênio quando uma criança mais precisa”.

Eleições 2018

Cristovam Buarque admitiu ainda que não se considera um senador apenas do Distrito Federal, mas um senador da República e tem sido criticado por se dedicar mais vezes aos temas nacionais.

Ele disse que a sociedade brasileira observa impotente diante de um panorama de corrupção endêmica e de uma tempestade institucional como o que atinge diretamente o atual presidente da República. Além disso, segundo o senador, a maior parte dos políticos, nos últimos anos, se envolveu em uma máquina azeitada pela corrupção.

“Essa crise institucional que envolve os Poderes da República tem sido a minha maior preocupação da mesma forma que tem sido a preocupação de toda a sociedade brasiliense que a cada dia se depara com imagens de malas cheias de dinheiro”, explicou.

Mesmo assim, o senador afirmou que nunca negligenciou da sua responsabilidade política pelo DF e que tem olhado para o que vem acontecendo em Brasília, onde os problemas se avolumam, diante da inercia de um governo que não governa e que rejeita a sua ajuda.

“Posso dizer com muita clareza que não errei sozinho na escolha. Todos nós, que votamos em Rollemberg, erramos. Definitivamente ele não está sendo o governador que, naquele momento, a gente desenhou. Se o Frejat tivesse sido eleito talvez seria bem melhor”, acredita Cristovam.

O senador admitiu que tem conversado com os pré-candidatos ao governo do DF que não estão ligados a Lava-Jato.

“Já conversei com Frejat, Alírio, Joe Valle, Wanderlei e Izalci. Devemos conversar com todos aqueles que querem salvar Brasília do caos. Precisamos fazer um SOS Brasília e não posso impor os meus preconceitos ideológicos políticos neste momento de agonia do povo do DF. Farei alianças patrióticas e não oportunistas”, garantiu.

Por fim, Cristovam afirmou que precisa saber da sociedade brasiliense se é possível fazer uma avaliação crítica de sua atuação como um dos “100 Cabeças” do Congresso, reconhecimento outorgado pelo DIAP- Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar- aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais.

“Gostaria de saber que argumentos poderiam usar para obter o terceiro mandato. Será que eu mereço renovar ou de ceder o lugar para outro? Estou à vontade para receber uma análise crítica de todos esses meus anos na política”, disse Cristovam.

 

 

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Um comentário

  1. Pergunta para o Senador Cristovão. E com Agnelo Queiroz PT o que aconteceu? Outro erro?
    Eu acho que ele não sabe escolher Candidato para o governo do DF

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