A oito meses das eleições do próximo ano, Rollemberg, além de amargar o dilema da rejeição popular, se incomoda com o fantasma de um impeachment que pode enterrar a reeleição.

PEDIDO DE IMPEACHMENT PODE ANTECIPAR O FIM DO GOVERNO ROLLEMBERG

Nos últimos três anos o governador Rodrigo Rollemberg passou o tempo todo subestimando a Câmara Legislativa do Distrito Federal, bem como deixou, as amostras, a suas impressões digitais nas campanhas difamatórias contra o legislativo perante a sociedade. Um  novo pedido de impeachment, caso a CLDF resolva abrir  o processo, pode ser devastador ao governo e ferir de morte o projeto de reeleição de Rollemberg. A revanche pode  está a caminho

Por Toni Duarte

A oito meses das eleições do próximo ano, o governador Rodrigo Rollemberg, além de amargar o dilema da rejeição popular, já se incomoda com o fantasma de um impeachment que pode causar a sua renúncia ou enterrar de vez o seu projeto de reeleição, mesmo que tenha que ficar até o final do governo.

“Se as denúncias de desvio do dinheiro do Fundo Constitucional do DF tiverem consistência, Rollemberg e o seu governo estão mortos”, disse o deputado Raimundo Ribeiro, 3º Secretario da mesa-diretora da Câmara Legislativa ao se referir ao pedido de impeachment que será dado entrada na CLDF,  na próxima semana, conforme promete o deputado federal e delegado aposentado da Policia Civil, Laerte Bessa (PR).

Parte do dinheiro do Fundo Constitucional estaria sendo usado para pagar aposentadorias ao invés de manter a Segurança Pública funcionando como determina a Lei 10.633/2002, que instituiu o FCDF.

Ao comentar sobre o assunto com o Radar, o deputado Raimundo Ribeiro que faz oposição ao governo Rollemberg disse que a instalação de um processo de impeachment dependerá muito do que vai estar no texto.

“É preciso estar bem fundamentado e demonstrar, de plano, a possibilidade de ter acontecido o desvio de finalidade do Fundo Constitucional do DF gerido pelo governo de Brasília. As provas têm que ser contundentes e robustas”, afirmou.

Na primeira análise tem que ficar bem configurado. A mesa diretora é uma mesa responsável que é gerida por um colegiado.

O distrital disse também que qualquer ação contra o governador não deve ser visto pelo aspecto eleitoral ou cor partidária.

“Tem que ser à luz da legalidade. Se houver elementos consistentes, o processo de impeachment do governador será aberto”, pontuou.

No ano passado, foram protocolados na Câmara Legislativa, dois pedidos de impeachment contra o governador Rodrigo Rollemberg, acusado por crime de pedaladas fiscais. Os dois pedidos foram arquivados pelo então presidente em exercício da Câmara Legislativa, deputado Juareizão do PSB, partido de Rollemberg.

Para Raimundo Ribeiro, o arquivamento dos pedidos de impeachment contra Rollemberg, protocolados em 2016, foi um ato individual do presidente da época. “Desta vez, isso não acontecerá por que a atual mesa-diretora vem adotando medidas na forma colegiada e não individualizada”, disse o distrital.

A Mesa Diretora da Câmara é formada:

Presidente: Joe Valle (PDT)

Vice-Presidente: Wellington Luiz (PMDB)

1° Secretário: Sandra Faraj (SD)

Suplente: Telma Rufino (PROS)

2° Secretário: Robério Negreiros (PSDB)

Suplente: Lira (PHS)

3º Secretário: Raimundo Ribeiro PPS)

Suplente: Cristiano Araújo (PSD)

 

 

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