“Se o governo vem a público e diz que não tem como administrar o Hospital de Base ele está reconhecendo a sua incompetência administrativa para cumprir um dos mais importantes compromissos feitos por qualquer governante: cuidar bem da saúde pública”, apontou Frajat.

“QUEM TEM MEDO DE CPI É QUEM TEM RABO PRESO” diz Jofran Frejat no Senadinho ao se referir a CPI da Saúde da CLDF ameaçada de acabar

Um político de passado sem máculas. Pelo menos é assim que qualquer brasiliense se refere ao renomado médico cirurgião Jofran Frejat, ex-deputado federal, por cinco mandatos. No sábado (11), cercado por um grupo de líderes comunitários da região do Jardim Botânico, ele foi enfático ao responder uma pergunta sobre as manobras do Buriti que visam acabar com a CPI da Saúde da Câmara Legislativa: “Quem tem medo de CPI é quem tem o rabo preso”, disse

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letra-assim que chegou na Feira do Produtor do Jardim Botânico, para ser sabatinado no “senadinho da boca do povo”, composto por líderes comunitários de uma região, onde vivem mais de 70 mil moradores, o médico Jofran Frejat parecia estar em campanha como a que entrou para disputar como candidato a governador do Distrito Federal, em 2014, como substituto de José Roberto Arruda faltando poucos dias para a realização do pleito.

Frejat foi cumprimentado por moradores e feirantes que iam ao seu encontro até tomar assento para falar de política e do futuro de Brasília, bem como do assunto que ele mais entende por ser um visionário: a saúde da população.

De pronto, Jofran Frejat respondeu à pergunta que todos queriam saber: “o senhor é candidato a governador em 2018?” Para ele, só se houver consenso em torno do seu nome por aqueles que integram a base de oposição política ao atual governo e que postulam disputar o cargo. “Sou homem de missão e não vou ficar brigando, fazendo cabo-de-guerra ou reclamando para que eu seja o candidato. Se o consenso for o caminho e o meu nome for o escolhido, eu topo e enfrento”.

FREJAT NO SENADINHOO candidato a governador que chegou a disputar o segundo turno das últimas eleições no DF, perdendo a corrida para Rodrigo Rollemberg, preferiu não fazer nenhuma avaliação ácida  do desempenho do atual governo, mas foi irônico nas palavras.

“Tudo que eu tinha a dizer, disse durante a campanha sobre o que poderia acontecer com o DF caso Rollemberg fosse eleito. Governar sem um plano de governo acaba sempre em um desastre. Agora cabe a população avaliar já que ela está vendo o que está acontecendo com Brasília”, afirmou Frejat.

O caso das derrubadas de casas e a falta da regularização dos condomínios, atos que afetam mais de 1 milhão de moradores do DF, de acordo com Frejat, o governo trabalha na contramão da prevenção que deveria impedir as ocupações irregulares antes de derrubar construções consolidadas como ocorre contra os condomínios.
“Não tem como impedir que as pessoas venham morar em Brasília como não há como impedir que as pessoas vão para São Paulo, para o Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Esse governo não tem política habitacional”, afirmou Frejat. Ele voltou a defender o fim da Agefis.

Mas foi sobre saúde pública assunto que mais domina que Jofran Frejat mais foi perguntado. Na quinta-feira passada centenas de servidores da saúde foram à Câmara Legislativa para dizer não ao fim da Atenção Primária à Saúde que vem sendo desmontada pelo governo Rollemberg com a desativação dos postos de saúde.

Frejat entende que a saúde preventiva é a base de tudo e que os postos de saúde, voltados para o atendimento da atenção primária, são a primeira porta de acesso a quem precisa do atendimento médico por contar na ponta com um clinico geral, um ginecologista e um pediatra. Esse plano foi criado por Frejat como secretário de Saúde do DF em 1979.

No ano seguinte, com a colaboração de técnicos da Unb e especialistas na área de saúde pública, ele elaborou o plano de assistência básica do DF, focando na prevenção e nos controles epidemiológicos e sanitários, definindo as unidades, como “porta de entrada” do sistema de saúde. Tal modelo, organizou a atenção primária no DF e serviu de inspiração para o SUS, em 1990.

“A impressão que me dá é que estão tentando precarizar o sistema de saúde para poder privatizar”. E questionou ainda: “Como é que todo esse pessoal da saúde, que foi extremamente competente há algum tempo, fazendo com que Brasília servisse como modelo e que se tornou exemplo para o resto do país, utilizado na época da constituinte para criar o SUS, e só agora alguns iluminados surgem para dizer que nada disso serve?”

VEJA NA TV RADAR TRECHO DA SABATINA COM FREJAT

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Um comentário

  1. Radar sempre na vanguarda da notícia . Essa é uma das mais importante para a população do DF. Fajardo sobre saúde . E ninguém mais probio para falar descai-te no DF? Jofran sabe medir o presente para focar no futuro . Prevenção . Sabemos que se prevenirmos o custo da saúde cai pela metade. Luz para a saúde do DF! Parabéns Jofran Frejar pela lucidez e bom senso . O mundo precisa de pessoas com essa clareza da realidade !

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