SANDRA FARAJ

VIROU SEM-VERGONHICE A CÂMARA LEGISLATIVA: Distritais apoiam fraude de Sandra Faraj e debocham da cara do povo

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Se vergonha já não havia, agora perderam-se as mínimas noções de alguma dignidade em público. Pelo menos é assim que pensa a população do DF diante do empurra-empurra com a barriga feito pela mesa diretora da Câmara Legislativa quando o assunto é tomar providências contra os atos praticados pela deputada Sandra Faraj. Ela é acusada, com provas, de que fraudou documentos da CLDF para dar um “tombo” em um empresário, embolsando R$150 mil da verba indenizatória que serveria  para pagamento de serviços prestados

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letra-se depender da boa vontade da maioria dos 24 deputados da Câmara Legislativa, a fraude cometida pela deputada Sandra Faraj não será nenhum ato criminoso que possa fazer com que ela perca o mandato. Até o Buriti concorda com isso, já que vem manobrando por fora para que o caso não seja acatado pela mesa diretora comandada pelo governista Joe Vale.

Apesar da pressão da sociedade, a mesa diretora decidiu prorrogar por pelo menos mais uma semana para então resolveu se abre ou não processo contra Faraj para apurar um fato do conhecimento da própria Casa desde o início do ano.

Há quem suscite pelos corredores da própria Câmara Legislativa, que a dificuldade que os deputados têm para levar a distrital ao paredão, decorre de uma situação que historicamente sempre envolveu muitos deles no uso indevido da verba indenizatória.

A verba indenizatória são os recursos que o Poder Legislativo repassa para custear os trabalhos dos gabinetes parlamentares. A verba indenizatória é usada para ressarcir despesas com locação de imóveis e de veículos, material de expediente, combustível e contratação de consultoria, entre outros. Na Câmara Legislativa, cada gabinete pode receber até R$ 25.322,25 mensais.

Como a coisa ficou escancarada, a mesa da Câmara resolveu tomar algumas decisões que mudam a forma de pagamentos das verbas indenizatórias. A partir da próxima semana será publicada as novas regras no Diário da Câmara.

Cada parlamentar receberá os recursos em conta personalizada. Essa conta terá como único fim, o pagamento das verbas indenizatórias e não serão permitidos saques em dinheiro e pagamento a pessoas físicas.

“Os pagamentos serão permitidos apenas para pessoa jurídica, em transferência eletrônica ou cheque nominal ou boleto bancário. Isso muda muita coisa porque traz uma rastreabilidade dos recursos”, informou Joe Valle.

Até ontem, a mesa diretora ainda não havia analisado o pedido da ONG Adote um Distrital que se encontra na Casa desde o dia 24 de fevereiro, decorrente da denúncia do empresário Filipe Nogueira. A direção da Câmara tinha dado prazo de 72 horas para que Faraj apresentasse comprovantes do pagamento o que não fez até agora. Enquanto isso, a instituição Câmara Legislativa segue sangrando sob o olhar de desconfiança da população.

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