Polícia investiga se lança-rojão apreendido na Baixada foi desviado do Exército

ARMAS DE GUERRA| Criminosos do Rio estão mais bem armados do que a Polícia

A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) da Polícia Civil tenta descobrir a origem de um lança-rojão apreendido ontem na comunidade Parque Floresta, em Belford Roxo. Há a suspeita de que tenha sido desviado das Forças Armadas. As autoridades também acreditam que mais armas de guerras podem estar em poder de criominosos ligados ao PCC e outras facções.

 

Em seu site, o Exército exibe instruções para uso da arma. O manual é de 1998, e o lança-rojão apreendido pela polícia tem várias etiquetas com inscrições em português. Em uma delas, consta a informação de que foi produzido na Suécia.

O  delegado Willians Batista, titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), afirmou que o lança-rojão apreendido  era de  um lote do mesmo modelo — AT-4, calibre 84mm, de fabricação sueca —  adquiridas pelo Exército.

A arma era  utilizado naquela região como forma de amedrontar moradores e também como intimidação para outras facções que tentassem tomar aquele território. No armamento apreendido na manhã desta terça-feira, estão inscritos símbolos da facção criminosa Comando Vermelho e da “Tropa do Jogador”.

Essa arma, segundo as autoridades policiais  é um dispositivo utilizado por forças armadas do mundo inteiro. Ela é voltada principalmente contra veículos blindados, de guerra.

“Tem um potencial lesivo muito grande e, no caso específico dela, a gente está aguardando a nossa perícia e a chegada do exército para testar a capacidade”, disse Willians.

Os investigadores acreditam que varias outras armas de guerra estejam em poder  dos criminosos.

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