Bebianno era o espião do Planalto que contava tudo sobre os Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, tinha um espião ao seu lado e não sabia. Um traidor! A trama foi descoberta a tempo por Carlos Bolsonaro, o “número 2”, filho do presidente. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno era o olheiro e principal informante da Globo, segundo o vereador. O ministro é acusado de ser o  responsável por vazamentos de áudios e de monitorar o dia-a-dia da família Bolsonaro. Se lascou! Foi demitido

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Não importa o tamanho do “laranjal” plantado em Recife, por Gustavo Bebianno, acusado de participar de um suposto esquema que desviou R$400 do fundo partidário do PSL, bancado com dinheiro público, cujas investigações vêm sendo feitas pela Polícia Federal.

A TV dos Marinhos, que perdeu a boquinha da publicidade estatal do governo federal, minimizou o caso. A causa está no fato de Bebianno ser o olheiro oficial da Globo dentro do Palácio do Planalto.

Ele é acusado por Carlos Bolsonaro de repassar informações oficiais sobre o presidente, bem como de monitorar o dia-a-dia da família Bolsonaro.

Bebianno estaria passando informações privilegiadas sobre a família do presidente em troca da Globo abafar o escandaloso caso de corrupção que envolve diretamente  ele (o ministro), no caso do desvio do fundo partidário do PSL, em Recife. O caso que é  investigado pela PF, veio a tona em matéria publicada pela Folha na semana passada.

A tramoia entre o ministro e a imprensa contrária a Jair Bolsonaro foi descoberta a tempo pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

Ao perceber a arapuca, que a Globo estava armando para o governo do pai, o vereador desmentiu o ministro por meio das redes sociais sobre a tal conversa que Bebianno havia dito ter com Jair Bolsonaro, para tratar do assunto que envolve o PSL com candidatura-laranja em Recife.

Além de desmentir Bebianno e a Globo, Carlos Bolsonaro ainda divulgou o áudio do pai para provar que não houve qualquer conversa com o ministro, deixando claro que o problema não seria assunto do Governo e da Presidência da República.

O PSL, legenda que o capitão disputou as eleições de 2018, está envolvido no desvio de verbas públicas nas eleições – o que já atingiu seu atual presidente (Luciano Bivar) e o ex-presidente (Gustavo Bebianno).

O presidente Jair Bolsonaro ficou irredutível sobre a manutenção do secretário-geral no governo, apesar dos apelos feitos por alguns políticos que chegaram a interceder a favor de Bebianno.

O presidente planeja  nomear um general para o lugar do ministro. O mais cotado para o cargo é o general Floriano Peixoto, secretário-executivo da pasta.

A atitude de Carlos Bolsonaro, de avisar o pai sobre o traidor que trabalha ao seu lado, gerou ódio dos muitos que esperam de fato um enfraquecimento do Governo, com o aparecimento de crises e o surgimento de motivos para tentar derrubar o presidente.

Com o PSL em crise, os filhos do presidente Jair Bolsonaro negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido. E a Globo vai continuar sem a boquinha.

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