Anúncio foi feito em rede nacional; o vice, Álvaro García Linera, também deixa o cargo; antes de renunciar, Morales havia dito que convocaria novas eleições, pois uma auditoria da OEA encontrou indícios de fraude no pleito realizado no dia 20 de outubro.

CHEGA! Com 13 anos no poder, Evo Morales renuncia ao cargo de presidente da Bolívia

No final da tarde deste domingo (10), Evo Morales renunciou ao cargo de presidente da Bolívia. O pronunciamento foi feito ao vivo em rede nacional de TV e rádio. Mais cedo, a Organização dos Estados Americanos (OEA) revelou fraudes no processo de eleição presidencial.

 

Nas últimas horas, ao menos três ministros do governo entregaram seus cargos. No final da tarde, o comandante-chefe das Forças Armadas e a polícia do país recomendaram a renúncia do mandatário.

“Renuncio a meu cargo de presidente para que (Carlos) Mesa e (Luis Fernando) Camacho não continuem perseguindo dirigentes sociais”, disse Morales em discurso televisionado, referindo-se a líderes opositores que convocaram protestos ele, desde o dia seguinte às eleições de 20 de outubro.

Fim de um governo de 13 anos
Evo Morales, 60, venceu as primeiras eleições em 2005 e assumiu em 2006. Ele foi eleito pela segunda vez em 2009, pela terceira em 2014 e, então, decidiu disputar um quarto mandato seguido em 2019.

A crise na Bolívia tomou maiores proporções após as eleições de 20 de outubro deste ano, quando Evo foi reeleito em primeiro turno.

O resultado foi contestado pela oposição e, no dia 30 de outubro, a Bolívia e a OEA concordaram em realizar uma auditoria.

Desde que Evo ganhou, a oposição tem ido às ruas em protestos. A polícia parou de reprimir as manifestações, e houve motins em quartéis do país.

 

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