Cheiro de roubalheira do dinheiro público leva polícia investigar o “Na Praia”

Um suposto e escandaloso esquema de corrupção entre o público e o privado levou a Policia Civil do Distrito Federal a deflagrar nesta terça-feira (18/09), operação de busca e apreensão dentro da Secretaria de Cultura do governo Rollemberg e na empresa R2 Produções, responsável pela realização do Na Praia

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O evento privado que é realizado na orla do Lago Paranoá, estaria sendo beneficiado em milhões de reais com contratos culturais aprovados pelo governo. O Ministério Público do DF (MPDFT) acompanha as investigações.

A escancarada generosidade do governo local, para com o “Na Praia”, que ocorre na orla do Paranoá desde o dia 30 de junho, acendeu a luz vermelha dos órgãos de controle e da Polícia que vêm investigando um suposto esquema de favorecimento instalado dentro da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural da Secretaria de Cultura.

A PCDF apurou que  cerca de R$ 3,5 milhões recebidos pela produtora R2 Produções,  por meio da Lei de Incentivo à Cultura, que deveriam ser destinados a projetos sociais, estariam sendo usados para custear eventos particulares, com cobrança de ingressos.

Hoje, pela manhã, a Divisão de Repressão à Corrupção e aos Crimes contra a Administração Pública (Dicap) da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR) cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Brasília.

Os alvos são os sócios da empresa R2 Produções, Secretaria de Cultura e em empresas prestadoras de serviços.

O Na Praia tem fins lucrativo e paga ao Estado pelo metro quadrado da área pública, onde são realizados os eventos para os endinheirados de Brasília, a irrisória bagatela de R$ 0,66, segundo informações da Administração Regional do Plano Piloto. Muito pouco para montar um cabaré na orla.

A estrutura ocupa 4 mil metros quadrados. Os ingressos variam entre R$150  a R$ 300,00. Como organização privada, segundo a visão do Ministério Público do Distrito Federal , o Na Praia tem a obrigação de bancar a sua segurança.

No entanto, além de receber recursos subsidiados do  governo, o Na Praia conta com os serviços de segurança feito pela Polícia Militar.

Em junho passado o Sindicato dos Policiais Civis- Sinpol,  entrou com uma ação na justiça para que o governo deixasse  de usar a Polícia Civil para fazer a segurança dos eventos  com fins lucrativos.

A juíza substituta Cristiana Torres Gonzaga, da 1ª Vara de Fazenda Pública do DF, atendeu o pedido do Sinpol.

Também em junho o Ministério Público de Contas, iniciou uma investigação na liberação de recursos por renúncia fiscal de quase R$ 700 mil, captado por uma empresa representada por uma ex-funcionária da Coordenação de Fomento e Incentivo Cultural, da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.

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