De “mãos limpas” a mãos sujas. Rollemberg não dorme preocupado com investigações

Cerca de 120 minutos de Interceptações telefônicas autorizadas pela justiça e farta documentação apreendidas pela “Operação 12:26”, da Polícia Civil nesta terça-feira (07/08), sujou a imagem de um governo que posava de honesto e que, até antes disso, dizia que todos os “diabos” pertenciam apenas aos adversários políticos. No entanto, o inferno está mesmo é no Buriti

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Vinte quatro horas após a deflagração da “Operação 12:26”, que investiga tráfico de influência, corrupção e roubalheira do dinheiro público no GDF, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), não dormiu direito essa noite.

Rollemberg está preocupado com o que pode vomitar o seu homem de confiança e fiel escudeiro Marcelo Nóbrega, principal alvo das investigações realizadas pela Coordenação Especial de Combate ao Crime Organizado (Cecor).

O farto material recolhido pela Polícia Civil do Distrito Federal, entre horas de gravações e documentos, autorizado pela 4ª Vara Criminal, é o que mais atormenta o governador que está em campanha pela reeleição, a qual a batizou com o sugestivo nome “Brasília de mão limpas”.

Desde quando estourou as primeiras denúncias de corrupção, envolvendo Marcelo Nóbrega, apuradas pela CPI da saúde da Câmara Legislativa, em junho de 2016, que o governo Rollemberg vinha protegendo e escondendo, com muito cuidado, o homem que é íntimo de muitos anos da família do governador.

Nestes últimos dois anos, Nóbrega trocou de emprego dentro do GDF, passou pelo Governo Federal e trabalhou no gabinete de um senador do PSB no Senado. Em seguida retornou para um cargo de assessor e despachava em uma sala ao lado do gabinete do governador no Palácio do Buriti.

Conforme aponta as investigações policiais, Marcelo Nóbrega além de ser investigado pela operação (12:26), também aparece nas investigações sobre uma suposta fraude ocorrida na concessão do serviço de transporte público coletivo, bem como na Operação Drácon.

A operação (12:26) cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Brasília e em São Paulo e Marcello Nóbrega não é o único envolvido. Outros investigados são: o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann e Leonardo Rocha de Almeida Abreu, irmão do chefe de Gabinete da Casa Civil, Guilherme Rocha de Almeida Abreu.

A lamaçal é grande e tornou-se pauta de discussão nesta quarta-feira entre os integrantes da mesa diretora da Câmara Legislativa. O colegiado promete exigir maiores esclarecimentos do governo em relação ao assunto.

Para o deputado Alberto Fraga (DEM), pré-candidato ao Buriti, “Brasília está de mãos limpas, mas Rollemberg está de mãos sujas”, disse.

Fraga detalhou ainda:

“Um governo que monta um esquema mafioso dentro do BRB e do próprio Buriti para roubar o dinheiro do povo, é um governo de mãos sujas. Sujas porque mata crianças e adultos por falta de atendimento nos hospitais; sujas por abandonar cidadãos de bem que estão refém da violência e da criminalidade por ter sucateado a segurança pública; suja pela desastrosa gestão que nos últimos quatro anos transformou Brasília em um caos com viadutos caídos e pontes rachadas. Esse é um governo sujo, corrupto e irresponsável que o povo saberá se livrar nestas eleições”, acredita Fraga.

COMPARTILHAR AGORA

 

Você acredita? Kkkkk… Correio Brasiliense diz que Rollemberg ganha

Uma pesquisa “encomendada” pelo falido jornal Correio Brasiliense, um puxadinho do Buriti, revela nesta quinta-feira …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *