Delegados de Polícia devem “rodar” por fazerem corpo-mole diante do aumento da criminalidade

|Por Toni Duarte//RADAR-DF

O comando da Segurança Pública  deve mexer em  várias delegacias de polícia do Distrito Federal pelo baixo desempenho dos delegados-chefes e pelo aumento da criminalidade em suas regiões de atuação.

A dança das cadeiras, com a troca dos  delegados, pode ocorrer até o final deste mês. A 19ª Delegacia de Polícia de Ceilândia, que atende ainda Sol Nascente e Núcleo Bandeirante, estar entre as que irão mudar de chefia.

O governador Ibaneis Rocha resolveu empoderar nos cargos os três secretários de Estado entre eles, Osnei Okumoto (Saúde), Rafael Parente (Educação), Anderson Torres (Segurança Pública) que conduzem setores importantes pelos quais o governador prometeu melhorar consideravelmente nos próximos quatro anos de seu governo.

Na terça-feira da semana passada (06), o governador deixou muito claro quem manda em cada pasta.

No caso da Segurança Púbica, ele deu um ponto final na falta de alinhamento entre a PM e o secretário Anderson Torres ao exonerar Sheyla Sampaio do Comando da Policia Militar e o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Marcus Paulo Koboldt.

O governador justificou a perda de confiança em ambos.

Com força e prestigio total o secretário de Segurança, por sua vez, resolveu declarar guerra à criminalidade que toma conta do DF primeiro usando a caneta bic para fazer mudanças pontuais em delegacias de Polícia, cujos chefes são avaliados pelo “corpo-mole” que fazem diante do aumento da criminalidade.

Se o secretário de Segurança chegou a comemorar nestes sete primeiros meses do ano,  a redução no atacado das mais diversas tipificações do crime, em relação ao mesmo período dos anos 2018/2019, no entanto, quando a comparação é feita no varejo, em algumas cidades do DF, o sinal de alerta toca exigindo mudanças.

Um dos casos mais emblemáticos, segundo levantamento feito pela direção geral da Polícia Civil, é  a 19ª Delegacia de Polícia de Ceilândia, uma das cidades mais assolada pelas quadrilhas que metem medo e enjaula a população em casa.

Nos 12 meses do ano passado, ocorreram em Ceilândia 10 casos entre homicídios e tentativa de homicídios, enquanto nos seis meses de 2019 já ocorreram 41 casos.

Em 2018 foram roubados 32 veículos, enquanto de janeiro até a presente data deste ano cerca de 70 carros foram roubados na jurisdição da 19ª Delegacia.

Latrocínio foram três no ano passado. Agora, em 2019, já foram registrados oito roubos seguido de morte em que o bandido primeiro mata para depois roubar a vítima.

Enquanto o PCC (Primeiro Comando da Capital) , CV (Comando Vermelho) e as demais facções criminosos crescem e mostra o seu poder de mando nas regiões administrativas como de Ceilândia/Sol Nascente, Planaltina, São Sebastião, Paranoá, Samambaia, Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e Riacho Fundo, o diretor geral da Polícia Civil Robson Cândido, braço direito do secretário Anderson Torres, sabe que é hora de mexer no time que não está dando certo.

No DF existem cerca de 30 delegacias de polícia circunscricionais. O Radar apurou, junto a PCDF, que ao menos cerca de 20 delegacias passarão por mudanças no comando de chefias nos próximos meses.

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