EITA PORRA! Trigueiro é o presidente, mas Bruna é quem manda na Agefis

Antes de deixar o cargo de presidente da Agefis, no último dia do ano, Bruna Pinheiro tratou de nomear um conselho que ela pode chamar de seu nos próximos quatro anos. No apagar das luzes do pior governo da história de Brasília, a então presidente da Agefis resolveu proteger os seus mais fiéis escudeiros no Conselho do Tribunal de Julgamento Administrativo. O grupo não pode ser exonerado nem pelo governador. O novo presidente da Agefis, Geogeano Trigueiro pode até mandar, mas não em tudo

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O Tribunal de Julgamento Administrativo da Agefis, órgão criado para que o cidadão comum recorra de malfeitos ou de abuso de poder praticados por auditores da Agência de Fiscalização, foi transformado no apagar das luzes do governo Rollemberg em uma espécie de “caixa de proteção” para a turma de confiança da ex-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro.

A troca de função da equipe da ex-presidente foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal no dia 27 de dezembro. Bruna Pinheiro deixou o cargo no último dia 31 do mesmo mês, mas deixou protegido os seus mais fiéis auxiliares que agora são “juízes” com assento no pomposo e fechado Conselho do Tribunal de Julgamento Administrativo da Agência de Fiscalização. O nó foi dado.

AGEFIS

Em resumo, quem vai julgar os pedidos de impugnação e recursos administrativos contra atos de abuso de poder e ilegalidade supostamente ocorridos na gestão da ex-presidente da Agefis, serão os diretores que praticaram e convalidaram os tais atos em 1ª e 2ª Instância. Na visão da maioria dos funcionários a estratégia trata-se de uma desavergonhada blindagem deles e da ex-presidente.

O atual presidente da Agefis, Geogeano Trigueiro, servidor de carreira do órgão, não pode fazer nada.

Ele próprio pode ser julgado no âmbito interno se assim o grupo de juízes comandados por Bruna entenderem.

A maioria dos servidores acreditava que neste governo, a ex-presidente, que também é servidora de carreira, voltaria a pegar no pesado como ocorre com a maioria que não possui cargo de confiança.

No entanto, isso está longe de acontecer. A expressão mais ouvida pelos corredores do órgão é: “não mexe com a gente que a gente não mexe com vocês”.

Nem mesmo o governador Ibaneis Rocha, pode mexer na atual composição do tal Tribunal de Julgamento Administrativo por ter os senhores conselheiros um mandato de quatro anos que começou a ser exercido no último dia 27/12/2018.

A saída, é mudar tudo por meio de um projeto de lei do Executivo local que deve ser enviado a Câmara Legislativa para ser aprovado.

Essa é a esperança do atual presidente Geogeano Trigueiro.

Ao ser procurado pelo Radar ele afirmou que um estudo nesse sentido já se encontra nas  mãos de Ludmila Galvão,  Procuradora –Geral do GDF.

O novo presidente da Agefis não soube estimar ao Radar quando o projeto chegará a CLDF para ser votado. Até lá, quem dá as cartas é Bruna e seus juízes conselheiros.

Considerando-se que a Agefis foi uma das razões centrais do descontentamento da população do DF contra o ex-governador Rollemberg, devido às inúmeras denúncias de ilegalidade e abuso de poder, tornando-se inclusive o fiel da balança das eleições em 2018, a manobra de nomear seus ex-diretores para cargos, responsáveis pelo julgamento dos atos praticados por eles mesmos, é um tapa na cara do povo, do Estado de Direito e da Constituição.

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