Fernando Fernandes estaria organizando protesto contra novo administrador de Ceilândia

|Por Toni Duarte||RADAR-DF

O deputado distrital Fernando Fernandes (Pros), deixou a Administração Regional de Ceilândia sem dar explicações dos reais motivos ao governador Ibaneis Rocha que nomeou nesta quarta-feira (13), o subchefe da Casa Civil Marcelo Cunha como administrador regional da maior cidade do DF. Por não ter feito o seu sucessor, o distrital estaria estimulando aliados para protestar na próxima segunda-feira contra a chegada do novo administrador.

 

Mesmo contrariando o governador Ibaneis Rocha, pela saída repentina e sem dar explicações,  o deputado  Fernando Fernandes teria pedido em troca do apoio político na Câmara Legislativa,  os 114 cargos da administração Regional; ter o controle absoluto da Regional de Ensino e do Hospital Regional da cidade, além da administração do Sol Nascente.

Todo o feudo administrativo, reivindicado por Fernando Fernandes, chega a quase 350 cargos, incluídos os cargos comissionados da Regional de Ceilândia que já estava sob o controle do distrital.

Durante o dia de ontem nem mesmo o governador Ibaneis Rocha conseguiu falar com o distrital  sobre a decisão de deixar a administração.

O chefe da Casa Civil Valdetário Andrade Monteiro tentou várias vezes falar com o deputado  e não conseguiu. O secretário de Governo, José Humberto desistiu após a sexta ligação. Fernandes não respondeu as mensagens e nem deu retorno. Ele ocupava o cargo de administrador de Ceilândia  desde o início do governo.

A decisão inesperada de Fernandes pegou o governador de surpresa e afetou a composição da base do governo na Câmara Legislativa.

A suplente de deputada Telma Rufino (Pros), teve que deixar  o cargo no momento que havia sido eleita para presidir a Comissão do Feminicídio.

Alguns aliados de Fernando Fernandes, consultado pelo Radar, afirmaram que o deputado não estava satisfeito com a criação da Administração Regional do Sol Nascente e reclamava da nomeação do administrador Goudim Carneiro.

“A única forma que ele tinha para pressionar o governador era voltar para o mandato”, disse um assessor próximo ao deputado.

Segundo ainda informações de bastidores, Fernandes teria ameaçado  votar contra os projetos importantes de interesses do governo que tramita na CLDF. A notícia teria chegado aos ouvidos de Ibaneis Rocha.

O governo reagiu. A nomeação de Marcelo Cunha, como novo administrador de Ceilândia, publicada hoje no Diário Oficial, foi uma resposta dura contra  as pretensões de Fernandes que queria deixar em seu lugar o  chefe de gabinete Cláudio Ferreira Domingues.

Funcionários da Administração de Ceilândia informaram ao Buriti que o deputado estaria arregimentando  aliados para protestar na próxima segunda-feira contra o novo administrador.

Na Câmara Legislativa, segundo ainda informações, o distrital fará um limpa no gabinete, a começar pelos comissionados ligados a Telma Rufino como ato de retaliação. A suplente é amiga pessoal do governador.

Procurado pelo Radar, o deputado não atendeu as ligações.

 

 

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