Ibaneis sabe o tamanho do rombo nos cofres, mas segue sem olhar para trás

No primeiro dia de governo, oficialmente ocorrido nesta quarta-feira (02/ 01), Ibaneis Rocha embora sabendo  do tamanho do déficit público, deixado pelo seu antecessor Rodrigo Rollemberg,  manterá o que disse no discurso de posse: “ não irei governar o DF olhando pelo retrovisor”

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Ao contrário do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que passou quatro anos de seu governo reclamando de uma tal “herança maldita”,  deixada pelo ex-governador petista Agnelo Queiroz, o agora governador Ibaneis  Rocha pede ao seu  secretariado que  olhe para frente e comece a trabalhar pelo povo.

O déficit encontrado pelo novo governo é bem maior do que o deixado por Agnelo para a gestão passada.

No final de novembro o governo de transição previa um rombo bilionário nas contas de 2018, que só deve ser finalizado no final do mês de janeiro desse ano,  que chega  a R$ 5 bilhões.

O que mais pesa sobre os números oficiais, é o  passivo que ficou dos servidores em relação a terceira parcela do reajuste, além de um passivo com professores e com  as áreas da saúde.

Apesar da situação crítica nos cofres públicos,  o governador Ibaneis Rocha deixou claro que não irá governar olhando para trás por ter se comprometido trabalhar para tirar o DF do caos.

Na tarde desta quarta-feira Ibaneis participou do ato de posse do novo ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), para quem pediu ajuda financeira,  antes mesmo de assumir o comando do governo,  para tirar a saúde dos brasilienses da UTI.

Enquanto isso,  na residência Oficial de Águas Claras, mesmo sem a presença de Ibaneis Rocha, o secretariado se reuniu com o objetivo de se adequar diante dos efeitos do “decretão” publicado no primeiro dia do ano que esvaziou a estrutura governamental.

Saíram tranquilos com a garantia que novas nomeações serão feitas ainda hoje para a ocupação de cargos considerados estratégicos para  não provocar o apagão da máquina pública.

Todos os cargos comissionados, nomeados pela gestão passada, foram exonerados e alguns foram mantidos por matriculas para dar continuidade nos serviços.

O secretário de Comunicação Wellington Moraes, ao falar com jornalistas, garantiu que já começa bem com  inúmeras ações como o SOS Distrito Federal,  um programa de governo que irá atacar os problemas na área da saúde, da segurança e da educação.

Ele disse ainda que a reunião de Águas Claras  serviu para dirimir dúvidas  entre os secretários e alinhar  o ritmo do governo Ibaneis Rocha.

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