JUSTIÇA TARDA E FALHA ! Juiz absolve autores de tragédia que chocou o DF

Familiares de Cleusa Maria Cayres, 69 anos, e Ricardo Clemente Cayres, 46 – respectivamente, mãe e filho, não se conformam com a decisão do juiz substituto Frederico Ernesto Cardoso Maciel. O magistrado inocentou o bombeiro militar Noé Albuquerque Oliveira e aliviou para Eraldo José Cavalcante Pereira, ambos envolvidos em um “racha” na L4 Sul que causou a tragédia que chocou o DF. Os dois estavam bêbados

Por Toni Duarte//RADAR-DF

A impunidade no trânsito da Capital foi celebrada nesta segunda-feira (11/03) com a decisão do juiz Frederico Ernesto Cardoso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal ao absolver o bombeiro militar Noé Albuquerque Oliveira e ao remeter o caso de Eraldo José Cavalcante Pereira para uma Vara Criminal Comum.

Os dois são  os principais acusados de participar de um “racha” na L4 Sul, em abril de 2017, que resultou em duas mortes.

A decisão do juiz chocou os familiares das vítimas que esperavam punição aos acusados pelas mortes de Cleusa e Ricardo.

A família não aceita a naturalidade com que o caso foi encarado desde o início e agora no  desfecho final com a absolvição “sumária” de um dos acusados.

Fabrícia Gouveia, viuva de Ricardo

“Uma coisa que eu insisto, é que isso foi um crime, não foi um acidente. Duas pessoas morreram”, chegou a afirmar Fabrícia Gouveia viúva de Ricardo Cayres, morto junto à mãe, Cleusa Maria Cayres, na tragédia que chocou o DF.

As vítimas retornavam para casa pela L4 Sul quando tiveram o carro destroçado por outro veículo, que, supostamente, fazia  um “pega” com outros dois motoristas.

Testemunhas afirmaram no inquérito  que a Land Rover Evoque de Noé, que é sargento do Corpo de Bombeiros,  e o Jetta de Eraldo, que é advogado,  estavam emparelhados em alta velocidade na via. A força foi tanta que o carro das vítimas capotou.

Além de Ricardo Clemente e Cleusa Maria que perderam suas vidas, outros dois parentes, Osvaldo Clemente, de 72, e Elberton Silva, de 37, ficaram feridos, mas sobreviveram ao grave episódio.

O carro ficou completamente destruído. Os outros motoristas envolvidos na batida admitiram que haviam ingerido bebida alcoólica antes de dirigir.

Com a decisão judicial, o sargento Noé Albuquerque Oliveira vai poder continuar dirigindo já que o juiz mandou devolver a ele a carteira de motorista.

A decisão do mesmo juiz tornou mais fácil para que Eraldo também se livre do processo. Eita justiça!

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