De acordo com denúncias o desembargador Siro Darlan usava os plantões judiciários para vender habeas corpus e, assim, liberar os presos.

METE NA CADEIA! Desembargador do Rio é alvo da PF por vender sentenças

Uma operação da Polícia Federal , desencadeada na manhã desta terça-feira, mira o desembargador Siro Darlan . Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na casa dele, na Gávea, na Zona Sul do Rio, em seu gabinete, no Tribunal de Justiça, no Centro; em seu escritório na Barra da Tijuca e em um endereço ligado a ele no município de Resende, no sul Fluminense. A informação é de o Globo.

 

Siro Darlan é alvo de um inquérito no STJ, que apura a venda de sentenças no Fórum da capital, conforme antecipou o GLOBO no final do ano passado . O desembargador foi quem mandou soltar os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus , menos de 24 horas depois de o casal ser preso, no início deste mês.

Em dois casos investigados, detentos teriam sido beneficiados por decisões de Darlan . Num deles, foi anexada a colaboração premiada de um dos envolvidos, que afirmou ter ouvido de um dos presos sobre o pagamento a um intermediário do magistrado: R$ 50 mil para ser solto. Inicialmente, segundo o delator, o lance foi de R$ 120 mil, mas caiu para menos da metade dividido em duas parcelas.

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Darlan é um magistrado controverso no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) pelas decisões recorrentes de dar liberdade a presos em plantões judiciais. Além dos inquéritos no STJ, também é alvo de uma representação na presidência do TJ-RJ, assinada pelos outros quatro desembargadores da 7º Câmara, e uma investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apurar faltas disciplinares.

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