O INFERNO DE ROLLEMBERG SÃO AS RUAS: VAIAS, COBRANÇAS E DESPREZO

 

Por Marli Rodrigues:

No último dia 07, assistimos mais uma performance desequilibrada do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, estrelando e animando as redes sociais com imagens dele com o dedo em riste para uma mulher que o confrontou em um restaurante.

A cena é surreal e preocupante. A falta de postura do governador, chefe do executivo local, rebatendo ameaçadoramente uma manifestação de insatisfação com a sua gestão, sugere cuidados imediatos.

Alguns defenderam a reação desarrazoada dele, alegando que o mesmo estava em evento privado e fora insultado pela cidadã presente, que estava acompanhada de um grupo de amigos.

Fico pensando que quem acha alguma lógica para esse surto, deve fazer parte do séquito dessa monarquia boêmia.

Não há outra explicação para alguém que defende o que aconteceu no restaurante. Já pensaram se todo político descompensasse de tal forma perante as críticas? Ia ser uma pancadaria generalizada!

Claro que a pessoa pública tem vida privada, sem dúvida. Mas, quem quer o anonimato e não ser importunado, tem dois caminhos a seguir: enfiar a cabeça num buraco ou fugir para a Groelândia.

Todo representante do povo, que chega ao poder por meio da vontade popular, deve estar ciente que a sociedade tem o direito de lhes exigir explicações e ações!

E o que temos aqui no DF? Um governador fraco, que não sabe como agir em situações adversas!

No recente episódio da queda do viaduto na galeria dos estados, as suas declarações para justificar o ocorrido são bizarras!

Alegar que a cidade esta envelhecendo e que é natural a sua deterioração, nos faz pensar: Brasília tem 58 anos e está ruindo, quando Rollemberg que tem 59 vai cair?

Usamos de ironia para minimizar o discurso contra a inépcia do governo! Falar que são incompetentes é clichê… Redundância, até…

O “quiprocó” ocorrido no restaurante se repetiu também em sua visita ao eixão, no dia que o viaduto caiu. O governador saiu do local sob vaias insistentes.

Foi assim também no show do Bruno e Marrone, no shopping Jk em Ceilândia junto com o empresário Paulo Octavio, na convenção do PSDB, enfim em quase todos os locais que Rollemberg vai sem a sua claque.

Mesmo mantendo um staff de puxa-sacos, mantidos pelo estado com vários cargos de natureza especial, ele não consegue se esquivar das vaias e xingamentos.

Também vi algumas (pouquíssimas) pessoas, simpatizantes do governador, alegando falta de educação por parte da manifestante!

Outro absurdo! Não se trata de deselegância, mas sim de indignação.

A reação vem dos cidadãos mais inconformados que presenciam o quadro de abandono do DF. E é legítima!

A mulher que o enfrentou e foi ameaçada pelo poder do dedo governamental apontado em sua direção, não se intimidou e escancarou o caos na saúde… Alguém ousa falar que ela está errada?

Recentemente, divulgamos relatório das equipes técnicas da SES, onde é apontado a ocorrência de 1.200 mortes por falta de encaminhamento à UTI, dentre outros desmandos. Qual o nome que se dá a esse horror? Genocídio estatal!

Eu parabenizo essa mulher corajosa, que se tornou a nossa voz, naquele momento. Que transmitiu a nossa repulsa diante da cena: enquanto o governador e sua trupe se refastelavam em comes e bebes, às gargalhadas, o povo está abandonado. Famílias famintas, segregadas, lares no chão, desempregadas e doentes… O povo está só…

O que aconteceu é só uma prévia das urnas! Esse governo esta com os dias contados! O povo do DF não vai se omitir.Vai dar cartão vermelho, sem volta à Rollemberg!

E, por fim, sugiro ao governador que regularize, o quanto antes, a compra de medicamentos psicotrópicos para a rede pública de saúde e mantenha os serviços do Instituto de Saúde Mental funcionando…

Com a regularização do estoque, pode ser que a sua medicação esteja disponível e esses surtos sejam controlados…

E, se não forem, pode precisar de uma vaga no ISM…

Marli Rodrigues é Presidente do SINDSAUDE

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