OPINIÃO| Somos todos vítimas inocentes

|*Por Gercy Joaquim Camêlo

Rio de Janeiro, cartão postal do Brasil, cidade maravilhosa, sofre terrivelmente com o domínio e ações das organizações criminosas. Os moradores dos bairros dominados por essas organizações, lamentavelmente, vivem subjugados pelos bandidos e, não raras vezes, são vítimas das chamadas balas perdidas.

 

A população desses bairros vive momentos de terror, mas não denuncia os marginais, têm medo da repressão. Enquanto isso, as organizações criminosos não saem, o Estado não entra, e pessoas inocentes morrem vítimas dos confrontos entre policiais e bandidos.

Pouco adianta os moradores acusarem a polícia e fazerem qualquer tipo de manifestação. Enquanto os bandidos tiverem alojados e dominando os bairros, haverá sempre alguém para reclamar e os confrontos serão inevitáveis.

A omissão das autoridades e da sociedade, ao longo dos anos, possibilitou a organização dos criminosos e a ocupação do setores hoje dominados por eles. Qualquer país do mundo, em situação semelhante, já teria eliminado essas organizações e devolvido a paz às comunidades ocupadas.

 

 

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No Brasil, em nome dos direitos humanos e do faz de conta, as famílias choram a perda dos seus ente queridos, colocam a culpa na polícia e protegem as organizações criminosas. Dessa forma, a população da cidade maravilhosa vai continuar no meio do fogo cruzado, entre bandidos e policiais.

Nessa situação, pouco adianta as famílias reclamarem de balas perdidas e tentarem saber de onde veio, enquanto viverem no território disputado à bala pelo estado e pelas organizações criminosas. Quem vive no espaço de gurra, infelizmente, está sempre na mira das armas e sujeito a ser atingido por balas chamadas de perdidas.

A situação é crítica, deprimente, e depõe contra a imagem pública do Rio de Janeiro e do Brasil. No entanto, não há problema sem solução. Como esse é um problema considerado gravíssimo, a solução vai ser mais difícil e depende de ações conjuntas das autoridades estaduais e federais.

As ações pontuais, como tem sido feitas, vão continuar assassinando policiais, matando bandidos, e vitimando pessoas inocentes. Para restabelecer a ordem na cidade maravilhosa, proteger a população subjugada e abrir caminhos para o poder público, só tem um jeito, os governos estadual e federal se unirem e fazerem uma varredura, de fora para dentro, em todas as áreas ocupadas pelos bandidos.

De outras formas já tentaram e não conseguiram os resultados esperados. Portanto, buscar outros caminhos, é enxugar gelo. Já está provado que não funciona.

*Gercy Joaquim Camelo é rotariano /Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de Goiás/ Formação acadêmica em Direito

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