CORONAVÍRUS| Pandemia assusta e pode “melar” as eleições municipais deste ano

|Por Toni Duarte||RADAR-DF|

A sete meses das eleições municipais, que ocorrem em outubro desse ano em todo o país, centenas de candidatos aos cargos de prefeito e de vereador estão abandonando os costumeiros encontros com o povo. Motivo: medo de contrair coronavírus ou de ser vetor da pandemia que se espalha a passos largos pelo país.

 

A agenda política dos pré-candidatos as eleições municipais desse ano deve seguir as recomendações das autoridades médicas e governamentais para o combate do coronavírus. A medida de evitar aglomeração em ambientes abertos ou fechados, para tentar reduzir o contágio e preservar os grupos de risco, é uma delas.

A preocupação das autoridades já não é mais com a chegada de pessoas vindas do exterior, mas sim com a transmissão comunitária, que ocorre quando não é mais possível identificar a fonte de transmissão de pacientes que contraem a doença e indica que o vírus já circula entre a população.

Em Goiás, onde haverá eleições nos 246 municípios, o governo baixou duras medidas para conter o avanço do COVID-19.

A Secretaria de Estado da Saúde informou na manhã desta quarta-feira (18) que subiu para 12 o número de casos confirmados de coronavírus no estado. Há ainda outras 230 notificações suspeitas.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) decretou emergência em saúde pública. O decreto tem validade de 180 dias e pode ser prorrogado.

O decreto suspendeu eventos de grande porte (com mais de 100 pessoas), sejam eles públicos ou privados.

Na mesma linha, os governadores dos demais estados também adotaram medidas extremas para evitar aglomeração de pessoas. Todos pedem que os cidadãos se fechem em casa.

O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha deu ponto facultativo aos servidores públicos e determinou a suspensão de aulas nas escolas.

Tudo indica que a pré-campanha e a campanha das eleições desse ano transcorrerão em meio a uma situação de medo por causa do coronavírus.

Nos municípios mais desenvolvidos a campanha digital pode resolver em parte o distanciamento entre o candidato e eleitor. Nos grotões, onde a internet ainda não é uma realidade para todos, a política do corpo-a-corpo pode ser algo perigoso.

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