O motivo da debandada está no fato de João Vicente Goulart, querer forçar a nominata do PPL carregar nas costas o projeto familiar que inclui a sua mulher como vice na chapa do Psol.

Pré-candidatos do PPL se revoltam e se negam fazer coligação com Psol

Os oito pré-candidatos a Câmara Federal e os 48 pré-candidatos a Câmara Legislativa pelo Partido Pátria Livre (PPL), estão decididos a desistirem do pleito eleitoral desse ano, caso o partido insista na ideia de se coligar com o PSOl da professora Fátima Sousa, pré-candidata ao Buriti

Por Toni Duarte//RADAR-DF

A rebelião do PPL será discutida pela executiva regional nesta quarta-feira (04/07),  no Sindicato das Escolas Particulares no Setor Gráfico de Brasília.

Os quase 60 pré-candidatos que formam a nominata do partido não aceitam qualquer aproximação com o Psol-DF que tem como candidata ao Buriti, a professora da UNB e enfermeira, Fátima Sousa.

A justificativa é simples: não querem servir de escada para ajudar a eleger os candidatos a deputado federal Fábio Felix (atual presidente do Psol-DF), a ex-deputada Maria José Maninha, bem como o pré-candidato a deputado distrital Toninho do Psol, todos testados pelas urnas.

A provável coligação causou uma situação ruim para a regional que construiu uma nominata garantindo aos pretendentes que não aceitariam candidatos com mandatos e nem aqueles que obtiveram mais de sete mil votos em eleições passadas.

A rebeldia dos pré-candidatos aumentou ainda mais ao descobrirem que a coligação com o Psol se trata de uma imposição do vice-presidente nacional do PPL, João Vicente Goulart, que disputará esse ano a Presidência da República.

João Vicente Goulart é filho do ex-presidente João Goulart que foi deposto do cargo pelo golpe militar de 1964.

Além de ser o vice-presidente do PPL, João Vicente é o presidente da legenda no Distrito Federal.

Por trás da imposição está o interesse familiar de João Vicente que deseja emplacar a mulher dele, Verônica Fialho, como vice na chapa do Psol, liderada pela professora Fátima Sousa.

“Eu jamais pensaria que João Vicente, que vem de uma casta esquerdista, adotasse os mesmos procedimentos dos caciques da velha política que emprenham os partidos que comandam com prepostos familiares”,  criticou um pré-candidato.

De acordo com a maioria dos pré-candidatos do PPL do DF, não aceita,  sob  hipótese nenhuma, a coligação com o Psol.

Nesta quarta, todos irão para o tudo ou nada.

“Ou cumprem o que foi combinado ou desistimos  das eleições desse ano, o que é lamentável”, disse um pré-candidato.

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