Prefeito do Rio desconfia de sabotagem no incêndio do hospital que matou 11 pessoas

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, esteve na manhã desta sexta-feira no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, que foi vítima de um incêndio que deixou, até o momento, 11 mortos . O prefeito destacou que o episódio precisa ser investigado. Ele também confirmou que o prédio tinha todos os equipamentos necessários e previstos em lei contra os incêndios.

“O laudo vai dizer se houve ou não algum responsável. Mas, desgraçadamente, acidentes ocorrem em qualquer lugar. O prédio tinha todos os equipamentos. Na hora que eu vi todas as instalações, peço a Deus que esteja errado, mas é preciso ver se não houve sabotagens, é uma coisa que precisa ser investigada. Um motor que gera energia pegar fogo? O fogo vem da imprudência das pessoas, que acendem a chama em local que após não conseguem controlar, ou de algum circuito elétrico”, questionou Crivella, que não crê em falta de manutenção, destacando a presença de brigada contra incêndio: “Os homens da própria unidade que retiraram os primeiros pacientes aqui de dentro do hospital” .

Segundo ele, será decretado luto oficial de três na cidade do Rio de Janeiro. Crivella contou que o cenário dentro da unidade de saúde é “a cena mais triste do mundo”.

“Minha mãe foi assassinada”, diz filho de idosa morta no incêndio

Emanoel Santos Melo, de 61 anos, filho de Luzia Santos Melo, de 88, primeira vítima identificada do  incêndio no hospital Badim,  relatou que estava como acompanhante da mãe no hospital desde quarta-feira, quando Luzia foi internada no CTI do G1 no primeiro piso, por problemas de hipertensão que evoluíram para problemas pulmonares.

Ele afirmou que, antes do incêndio , houve uma falta momentânea de energia no hospital e 20 minutos depois, uma explosão, seguida de cheiro de óleo diesel. As equipes começaram então a remoção dos pacientes. Segundo Emanoel, não havia máscaras para proteger os pacientes da fumaça:

“Eles queriam tirar minha mãe sem máscara. Aí eu fiquei doido. Falei que precisava ter uma máscara. O que é isso? Aí, eu percorri a área onde fica a enfermagem. Estava tudo abandonado já e encontrei uma só. Coloquei na minha mãe. Tirei a camisa que usava e tapei o rosto para poder sair. Não tinha ninguém orientando. Nós que fomos procurar a saída. Minha mãe estava no box 2. Por estar longe da saída, ela praticamente foi a última a ser retirada do CTI”, relatou

Ele afirmou que pretende processar o hospital e o Corpo de Bombeiros: “Ela estava lúcida, estava tranquila, ela estava respirando normalmente e tudo mais. O que eles fizeram? Deixaram minha mãe ficar, assim como os demais, para morrer. Então eu digo: houve um assassinato. Nós vamos processar esse hospital”, afirmou Emanoel.

 

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