QUEM É A MULHER QUE DETONA O GOVERNO E DESAFIA O PODERIO DE ROLLEMBERG?

Marli Rodrigues é o nome dela. A sindicalista que preside o maior sindicato de servidores do DF, o Sindsaúde, que representa mais de  35 mil funcionários da rede pública de saúde, faz oposição ferrenha ao governador Rollemberg desde o primeiro dia de governo e conta de forma regressiva no site da entidade os dias que faltam para a saída dele do Buriti. O último round entre Marli versos Rollemberg foi travado em torno de um painel de LED que mostrava o caos do DF

Toni Duarte//RADAR-DF

Durante quatro semanas ininterruptas , mais de 5 milhões de pessoas tiveram a atenção voltada para o que mostrava o grande painel de LED, o maior da América Latina, instalada no alto de um prédio no Setor Bancário Sul de Brasília.

As peças publicitárias que chamavam tanto atenção das 450 mil pessoas que passam pelo local todos os dias, revelavam o lado caótica e obscuro da desastrada política de saúde do governo Rollemberg que levou, nestes quase 4 anos, mais de 1.300 pessoas a morte por falta de UTIs e que mantém mais de 120 leitos de UTIs fechados.

Os vídeos visualizados de longe, projetados por um telão de 22,80m de altura e 10,80m de largura, questionavam: “De quem é a Culpa? ” No final, encerrava: “Rollemberg Incompetente, Rollemberg nunca mais! ”

A veiculação da propaganda negativa do governo, que tanto incomodou o governador, por mostrar em pleno centro financeiro de Brasília, a triste realidade da saúde do DF, tinha nome e sobrenome: Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde).

A verdade contada por Marli está baseada em relatórios  de fiscalização em entes federativos, elaborados pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União,  que revelam impropriedades na aplicação de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A única forma encontrada pelo governo socialista, de fazer parar a sindicalista, foi mandar cassar a licença da empresa, dona do painel, no caso o portal de notícias Metrópoles, que desde fevereiro desse ano veiculava conteúdos de natureza publicitária sem nenhum problema e devidamente autorizada pelo GDF.

Marli Rodrigues protagonizou nos últimos quatro anos uma oposição ferrenha contra o governo Rollemberg, por ter deixado a saúde na UTI, por fazer o povo sofrer e por ter dado o maior calote nos servidores não pagando a última parcela do reajuste devida aos servidores públicos.

A sindicalista se tornou uma espécie de “Sherlock Holmes” da saúde brasiliense que investigou e fez falar o vice-governador Renato Santana (PSD) que revelou em áudio, um esquema de corrupção no GDF no qual são cobradas propinas entre 10%  sobre contratos da Saúde.

Em outro áudio, o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim, fala que há um “meio podre” na pasta, que seria comandado por pessoas indicadas pelo próprio Rollemberg.

Todo o material foi entregue ao Ministério Público  e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa, instalada  em 2016.

Por causas das denúncias,  em uma entrevista à imprensa, Rollemberg disse raivosamente: “ela vai pagar muito caro”, afirmou.

O governo perseguiu de todas as formas o Sindsaúde, levando a precarização dos hospitais na tentativa clara de botar a culpa nos servidores.

A  reação foi imediata. A presidente do Sindsaúde protocolou em 2016 um pedido de impeachment do governador Rodrigo Rollemberg, fundamentado no descumprimento de leis e de decisões judiciais, o que estaria caracterizado como crime de responsabilidade previsto no art. 101, inciso VII, da Lei Orgânica do DF.

O episódio da retirada do painel de LEDE, pertencente ao Metrópoles, ocorrida na semana passada do alto de um prédio no Setor Bancário Sul, não foi para censurar  um dos maiores portais de notícias do país como muitos pensam, mas a tentativa de calar uma das mais importantes vozes oposicionistas ao pior governo da história de Brasília. Marli Rodrigues é o nome dela!

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