QUERIAM MANDAR MAIS QUE O CHEFE| Ibaneis exonera diretora e superintendente do Hospital do Gama

| Por Toni Duarte||RADAR-DF

O governador Ibaneis Rocha exonerou nesta terça-feira (26/11), o  superintendente Regional de Saúde do Gama Allan Wlisses Dualibe e a diretora  do HRG, Verbena Lúcia Melo,  não apenas por má-gestão, mas por ter rejeitado duas indicações feita pelo governador para ocupação de cargos na referida  unidade de saúde.

“Chefe é chefe; manda quem pode, obedece quem têm juízo”. A famosa frase não foi digerida por Verbena Lúcia de Melo que ocupava o cargo de diretora administrativa do Hospital  Regional do Gama desde  maio deste ano e foi exonerada hoje.

O que mais pesou na  degola dos dois gestores  foi por terem recusado as nomeações feitas pelo governador dos servidores Anderson Rodrigues de Sousa e Luciano Rodrigo Conceição Santos publicadas no diário Oficial da última sexta-feira.

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A reclamação chegou ao conhecimento do então governador em exercício Paco Brito que preferiu esperar o governador Ibaneis Rocha chegar do Peru, onde foi assistir o jogo do Flamengo na disputa pela Libertadores, para tomar as providências. Tanto Allan como Verbena eram indicações do vice-governador.

Além do episódio contra a determinação de quem manda no governo, a cachoeira que despencou do telhado dentro do hospital, provocada pelas fortes chuvas que caíram sobre o Gama no sábado passado, decretou o fim da má gestão praticada por Verbena.

O teto da unidade cedeu e a água entrou pelos corredores do centro cirúrgico, inundando o local. Não havia pacientes sendo operados no momento.

Um vídeo gravado por funcionários mostra a enxurrada saindo pelo teto. A energia precisou ser desligada. O vídeo que viralizou nas redes sociais  deixou o governador mais insatisfeito ainda com os gestores do Hospital do Gama.

A empresa Contarpp Engenharia firmou um contrato de emergência, com dispensa de licitação, de oito milhões no mês de agosto para fazer manutenções de alguns hospitais do DF.

Só no Gama, a empresa que tem escritório no Gilberto Salomão, no Lago Sul, faturou R$ 3,5 e pode chegar a R$5 milhões com um aditivo para a manutenção do prédio entre elas, a troca de telhas e substituição da manta de impermeabilização nos pontos mais críticos do hospital, como no Pronto-socorro, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no Centro Cirúrgico.

As chuvas caídas nos últimos dias e o vazamento pelo teto, além de infiltrações nas paredes, denuncia a falta de limpeza das calhas e um serviço malfeito que está sendo apurado pelo Ministério Público de Contas.

Por estas e outras razões, o governador Ibaneis Rocha não teve outra alternativa a não ser a de usar a caneta azul, azul caneta para demitir e de exigir da empresa melhor qualidade dos serviços prestados sob pena de rescisão contratual.

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