Rollemberg e o medo terrível de perder o emprego no próximo dia 28

Nos últimos 25 anos, Rodrigo Rollemberg(PSB) vive de privilégios e contracheques robustos pagos pelo povo. Ele entrou no Senado, sem concurso público, foi por duas vezes deputado distrital, uma vez deputado federal, secretário de Estado, senador e governador do Distrito Federal. Quer renovar o mandato mais uma vez, mas a farra do emprego fácil pode acabar no fim desse mês

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O discurso desesperador do governador Rodrigo Rollemberg de que representa a “nova política”, não convence os mais de dois milhões de eleitores do DF que mandaram para casa, no primeiro turno das eleições, antigos deputados distritais, deputados federais, um senador, considerado uma grife, e outras velhas figuras carimbadas da política brasiliense que se lançaram como candidatos ao Buriti.

No próximo dia 28, quando ocorre o segundo turno da eleição para o governo do Distrito Federal, o também carreirista Rodrigo Rollemberg pode ser vítima do mesmo fenômeno que atingiu velhos caciques da política e outras personalidades de expressão pública que foram derrotados no último domingo (07) em todo o país.

O sentimento de que o eleitorado brasiliense não está para brincadeira com os velhos caciques que fazem carreira no DF, pode se materializar nas urnas no segundo turno.

O prenúncio que assombra o governador está no alto índice de rejeição apontado por todas as pesquisas divulgadas durante o primeiro turno da eleição.

Rodrigo Rollemberg, segundo a última pesquisa do Ibope, por exemplo, chegou a 53% de reprovação do eleitorado do DF.

A pesquisa aponta ainda, que o seu principal concorrente, Ibaneis Rocha (MDB), venceria a eleição com 62% dos votos válidos contra apenas 16% de Rollemberg neste segundo turno.

O medo de perder a generosa “boquinha política” que o alimenta nestes mais de 25 anos de vida pública, levou o governador a mendigar apoio a adversários políticos que sempre os chamou de “corruptos” ou da “turma das tornozeleiras”.

Nesta terça-feira (09), o governador ligou para Alberto Fraga (DEM) ,que saiu em sexto lugar na corrida pelo Buriti para marcharem juntos e misturados. Fraga recusou.

Ligou ainda para o senador eleito Izalci Lucas (PSDB) que o descartou já que o tucano e o seu partido decidiram apoiar Ibaneis Rocha.

Outro que foi flertado por Rollemberg foi Rogério Rosso (PSD) que chegou em terceiro lugar na disputa governamental. Rosso também aderiu à candidatura de Ibaneis, anúncio feito também nesta terça-feira.

Não se tem a informação concreta se a empresária e ex-deputada distrital Eliana Pedrosa (Pros) vai ou não com Rollemberg, apesar de ter sido convidada para tomar um café no Buriti.

Eliana chegou a surfar nas ondas das pesquisas de intenções de voto, mas sofreu um processo de desidratação meteórica ficando em quinto lugar na disputa pelo governo do Distrito Federal.

O fantasma que derrotou os vários caciques políticos pelo país afora no último domingo é o mesmo que assombra e assusta o velho e conhecido cacique carreirista Rodrigo Rollemberg.

Ele pode ser riscado do mapa das urnas daqui a exatos 20 dias.

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