SAÚDE DO DF CONTINUA UMA MERDA E POVO XINGA ROLLEMBERG

Um vídeo sobre a falta de atendimento médico no Hospital Regional do Paranoá continua viralizando nas redes sociais por revelar a trágica situação dos hospitais públicos do Distrito Federal. Dezenas de pessoas se revoltaram e xingaram o governador depois do anúncio feito pela chefe de equipe do HRP na quinta-feira (04) de que ninguém mais seria atendido

Por Toni Duarte

A Secretaria de Saúde do DF divulgou nota (leia abaixo), acerca de um vídeo que viralizou nas redes sociais, onde mostra o caos instalado no Hospital Regional do Paranoá. Na ocasião, a servidora que cumpria o dever de manter o paciente informado, sobre a real situação no atendimento, chegou a ser questionada de forma hostil por alguns presentes.

A maioria, porém, entendeu que ela não tinha culpa do caos e passaram a creditar o ônus ao verdadeiro responsável: o governador Rollemberg.

Esse vídeo é uma amostra real do cotidiano dos hospitais e unidades de saúde públicas do DF. Por conta da precariedade no sistema, a relação “servidor-usuário” fica tensionada, causando estresse e muito sofrimento para ambas as partes.

A Secretaria de Saúde, de maneira covarde, se esquivou da realidade mostrada, falando que o vídeo é do ano passado e já teria sido veiculado na mídia. Estranho. Procuramos várias pessoas e ninguém tinha visto o tal vídeo antes.

A nota cita algumas datas, nos dias 04 e 05, mas, omitem o mês.

Alegam que em função de ser atendimento por demanda espontânea (portas abertas), não tem como “prever uma superlotação”…

É, no mínimo, desconcertante ler tal declaração vinda de autoridades de saúde.

Ora, não existe um plano contingencial? Não se estudam os indicadores sanitários, epidemiológicos para a elaboração das políticas de saúde? É tudo feito na base do improviso? É assim que pretendem mudar o fluxo do modelo hospitalocentrico para a estratégia de saúde da família? Fracasso anunciado!

Onde estão as autoridades judiciárias do Distrito Federal? Onde estão os fiscais da lei? Os tutores dos direitos coletivos? Estão todos de recesso? De férias?

Senhores e Senhoras, a doença não se ausenta. Enquanto as entidades representativas dos direitos sociais se omitem e negligenciam, essa parte da sociedade tão marginalizada e abandonada em busca de tratamento morrem à míngua, sob o nosso olhar, servindo tão somente de trampolim para espertalhões que querem galgar a política. O Estado dorme e as pessoas morrem.

Se o atual secretário de saúde e sua equipe não conseguem prever o óbvio, já deveriam ter pedido para sair há muito tempo.

Essa resposta oficial mostra claramente o motivo de terem transformado o Hospital de Base em Instituto. Também derruba a mentira deslavada onde o governo Rollemberg afirma que o novo modelo manteria o hospital como “portas abertas” e seria a solução para a rede.

Como vão manter o único hospital de alta complexidade de portas abertas, se não sabem gerenciar os hospitais regionais (média complexidade) por falta de planejamento?

Essa nota escancara o que está por vir. Um modelo seletivo e higienista. O povão será empurrado para outras unidades, como mostra o vídeo acima.

Ninguém irá reclamar a sua dor! Estarão ocupados em seus gabinetes, férias e recessos. Triste fim do SUS no DF.

 

VEJA A NOTA DA SES

O vídeo é antigo e já foi veiculado na imprensa no ano passado.

A pasta informa que na tarde de quinta-feira (4), o atendimento no Hospital da Região Leste (antigo Paranoá) esteve restrito aos casos urgentes, classificados na cor vermelha. No final da tarde, alguns pacientes com condições clínicas avaliadas e sem riscos receberam alta, o que possibilitou também a admissão de pacientes com classificação laranja. A situação foi normalizada às 10h desta sexta-feira (5).

No início da noite, 48 pacientes estavam internados no pronto-socorro, onde a capacidade é de 31 pacientes – sendo quatro vagas para o Box de Emergência. Ou seja, o hospital estava atendendo acima de sua capacidade. Ainda assim, os pacientes urgentes não deixaram de ser atendidos.

A direção ressalta, ainda, que os platonistas devem avaliar criteriosamente os pacientes internados, também os pacientes que foram atendidos e que precisam de reavaliação para seguir o fluxo de internação ou alta. Alguns pacientes demandam mais tempo de avaliação que outros.

À noite, das 19h às 7h, o plantão contou com dois clínicos, dois cirurgiões e dois ortopedistas.

Por fim, a pasta esclarece que não há como prever uma superlotação, já que o pronto socorro trabalha de “portas abertas”, ou seja, a demanda é livre e espontânea. No entanto, ressalta que 70% dos atendimentos feitos nas emergências e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) poderiam ser resolvidos na atenção primária, ou seja, numa estrutura de atendimento direta e mais próxima do cidadão. Essa mudança de cultura restringiria o atendimento dos hospitais aos casos mais graves e diminuiria o tempo de espera

 

 

 

 

 

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Um comentário

  1. Bem disse o Izalci, coisas básicas como realizar poda de grama esse governo nao consegue fazer com competência, entao esta matéria nao me surpreende, tao pouco a resposta do governo. Infelizmente eu e muitas pessoas acreditaram nas falsas promessas eleitoreiras e só depois soubemos que eram grandes mentiras precedidas de novas mentiras e desculpas esfarrapadas, mas a NOSSA resposta vai ser bem verdadeira, Rollemberg e seus amigos? NUNCA MAIS leva 1 só voto da minha familia, vai ser um adeus até nunca mais.

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