Servidores ameaçam greve por aumento de salário, mas quem paga a conta é o povo

Com a faca nos dentes servidores públicos ameaçam greves para manter os bons e estratosféricos salários. Primeiro foram os policiais civis que pediram 37% de aumento salarial ao governador Ibaneis. Ontem (12), foi a vez da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros exigir do Buriti o mesmo percentual. Hoje, quarta-feira (13), os professores da rede pública foram ao governo para exigir os 37% de reajuste, mesmo percentual oferecido à Polícia Civil. A conta é paga pelos trabalhadores da iniciativa privada que banca  os privilégios de quem trabalha no setor público.

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Em pouco mais de 70 dias no governo, o governador Ibaneis Rocha teve que abrir caminho dentro do governo federal para tentar buscar a paridade salarial, em torno de 37%, exigida pela Polícia Civil para ter delegacias reabertas, as quais foram fechadas por quase quatro anos no governo anterior.

Também teve que sentar com Policia Militar e com o Corpo de Bombeiros que exigem o mesmo percentual de aumento prometido para a Polícia Civil para que a população não sofra com a tal “operação tartaruga” que em governos anteriores deixou a população a mercê dos bandidos.

Na tarde desta quarta-feira (13), foi a vez dos professores cobrarem do Executivo aumento de salários, plano de saúde e o pagamento de R$ 300 milhões em pecúnias.

Nos próximos dias a romaria das 32 categorias de servidores do GDF, formada por mais de 160 mil funcionários, entre ativos, aposentados e pensionistas, se formará na porta do Buriti para exigir aumento.

É para pagar funcionários públicos que vão boa parte dos R$ 15,2 bilhões do orçamento de 2019, previsto pela PLOA (Lei Orçamentaria Anual), o que representa 58,19% de todo o gasto.

Os servidores públicos ganham, em média, salário 80,9% maior do que os trabalhadores da iniciativa privada. A desigualdade é grande em relação ao setor que paga os privilégios de quem trabalha no setor público.

Entre todos os Estados da federação o DF é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

Enquanto os estatutários têm renda média de R$ 7.335, o celetista tem de R$ 3.023,03. A diferença é de 142,6%, segundo levantamento feito pela Codeplan em 2018.

Segundo ainda os levantamentos, existem hoje no DF cerca de 300 mil trabalhadores da iniciativa privada desempregados.

Esse dado revela que os funcionários públicos que possuem a estabilidade no emprego estão no topo da pirâmide da renda.

Ainda tem uma grande parcela de servidores das empresas públicas do DF (CEB, Caesb, Terracap, Banco de Brasília, Codeplan e Novacap) que recebem salários estratosféricos.

Com a obrigatoriedade da divulgação dos contracheques de servidores do GDF pelo portal da transparência, descobriu-se que um escriturário do BRB recebeu R$ 126.487,02 brutos.

Na CEB, um gerente de serviços embolsou R$ 88.977. O ranking dos supersalários é liderado pela quebrada Caesb. Lá, cerca de 167 servidores faturam acima do teto.

Além da boa bolada recebida no final do mês o servidor público do DF tem vários penduricalhos atrelado ao cargo que um celetista não tem. Tem auxílio-moradia, auxílio-transporte, auxílio-creche, auxílio-educação e grossas pecúnias.

Esse ano, o GDF quer fazer mais uma graça. Trabalha na construção de um plano de saúde próprio para os servidores do DF e criar uma rede hospitalar própria para atender os servidores e suas famílias.

Enquanto isso os não funcionários públicos se lascam nas redes do SUS onde a maioria dos servidores não está para servir o público.

Tudo isso bancado pelos impostos pagos por quem trabalha e, consequentemente, ganha bem menos.

O trabalhador do setor privado é tributado para sustentar toda essa farra de privilégios bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa privada. Uma aberração.

Os empresários de Brasília reclamam que a alta carga tributária, taxada pelo GDF, impede aumentos salariais na iniciativa privada e só existe para sustentar o setor público e seus funcionários.

A população do DF já não suporta mais carregar esse fardo pesado e de ser usada como massa de manobra para que servidores públicos continuem sequestrando o Estado para se dar bem.

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